segunda-feira, 13 de maio de 2013

Meu anjinho hoje é dia 13 de Maio... A 13 de Janeiro partiste meu amor. Nascias a 4 de Junho, de amanhã a três semanas, data prevista... Por muito que eu tente não pensar, não consigo e a tristeza me visita todos os dias, em especial, quando recordo estas datas. As lágrimas me acompanham de cada vez que me lembro destes momentos, os que existiram e os que nunca irão existir. Um vazio profundo vive dentro de mim desde que eu soube da tua doença, desde que assinei a tua sentença. Soube logo, naqueles tristes instantes, que nunca mais eu seria a mesma... Tenho tentado não pensar, não lembrar, mas é impossível, fazes parte de mim. Por vezes sinto que já vivi isto em outra vida, sinto-me como se já conhecesse esta dor de algum lado da minha existência. Como se o destino fosse o mesmo, inalterado, até eu conseguir corrigir o erro certo... Compreendes meu amor?! Como se nunca tivesse conseguido ultrapassar este momento e, como tal, ser condenada a revivê-lo vidas e vidas seguidas até me libertar da dor. Sim, são teorias minhas, mas por vezes sinto que estou perto da verdade. Ninguém imagina as vezes que eu ainda adormeço a desejar que tudo isto seja um pesadelo e, que no dia seguinte quando eu acordar, tu serás saudável e estarás  ainda comigo, no meu ventre... À espera do nosso grande momento. Mas esse "grande momento" foi à quatro meses, quando partiste. O grande momento de dor. Sobrevivo todos os dias, infeliz, com a certeza de que se não fosse pela tua irmã, eu teria desistido da vida quando te perdi. Foste tão importante para mim meu anjinho. Amei-te tanto meu amor... Mas o nosso amor estava condenado. E eu condenada estou, a sofrer por um amor que não se concretizou. Mas é eterno o que sinto por ti, serás sempre parte de mim. Viveste comigo 4 meses e meio e sempre que o recordo, apesar da profunda tristeza, sinto o profundo amor que ficou da tua existência em mim. Amo-te muito meu menino... Para sempre meu anjinho.

Carla André


Pode uma folha, quando cai da árvore no inverno, sentir-se derrotada pelo frio? A árvore diz para a folha: "Este é o ciclo da vida. Embora você pense que irá morrer, na verdade, ainda continua em mim. Graças a você estou viva, porque pude respirar. Também graças a você senti-me amada, porque pude dar sombra ao viajante cansado. Sua seiva está na minha seiva, somos uma coisa só."
                                                         Manuscrito encontrado em Accra - Paulo Coelho

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