terça-feira, 22 de novembro de 2016

21 de Novembro 2012

Ontem fez 4 anos que te vi pela segunda vez. Fiquei tão feliz quando a médica disse que estava tudo bem contigo... 
Sabes, dizem-me para esquecer, para não estar sempre a lembrar, mas não consigo. Exististe e és parte de mim. Como posso eu esquecer-te? Como posso eu fingir que não me lembro de ti? Fazê-lo seria negar a tua existência.E tu ainda existes e "vives" dentro de mim. Sempre viverás no meu coração. Prefiro chorar a tua ausência... Prefiro a dor eterna ao esquecimento perpétuo.

Carla André

sábado, 4 de junho de 2016

Hoje seria o teu dia...

Hoje seria o teu dia... o nosso dia. Todos os dias penso em ti, mas hoje em especial, penso e imagino como seria ter-te comigo a festejarmos o teu 3° aniversário. Seria maravilhoso, tenho a certeza. Imagino as nossas brincadeiras, as nossas gargalhadas, o teu sorriso ao abrir as prendinhas. Imagino-te feliz a bater as palminhas enquanto eu te cantaria os parabéns. Seríamos felizes. Não haveriam lágrimas de tristeza neste dia. Não conheceria eu a dor de apenas imaginar o que poderia ser ou como seria. Viver no tempo condicional é tão doloroso. Mas desde que partiste é nesse tempo que vivo todos os dias da minha vida. Se estivesses hoje aqui comigo, estaríamos a brincar, a rir, a amar. Serias o menino dos meus olhos, o homem da minha vida. Sem ti, uma parte de mim morreu. Morreu naquele dia em que te devolvi. E ninguém consegue imaginar a dor que cabe no coração de uma mãe que devolve o seu filho ao mundo das almas. Mesmo que a tua passagem por esta vida tenha sido tão breve e a tua viagem tenha sido tão curta, tu exististe, tu viveste e fizeste-me muito feliz. Este seria o nosso dia. O dia que assinalaria 3 anos de muito amor e felicidade. Mas tu partiste e hoje, 4 de Junho de 2016, é apenas um dia em que vivo as memórias de um tempo presente que não pôde existir. Amo-te Para Sempre Meu Anjinho.
Carla André

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

13/01/13 - 13/01/16 - 3 anos sem ti

Dezembro 2012
Três anos sem ti, meu anjinho.
Três anos de uma dor sem fim.
Um sonho que se concretizou, mas não se realizou.
Um lindo sonho que terminou.
Com muita dor e agonia.
A vida vazia que antes vivia, mais vazia se tornou.
Só tu me fizeste sentir feliz, plena de mim.
O nosso amor vive eterno no meu coração.
É ele que me faz sorrir, apesar das lágrimas.
E em pranto me despedi de ti.
Despedida que me magoou para sempre.
Não existe cura para uma dor assim.
Perder um grande amor, dói eternamente.
E eternamente serás parte de mim.

Carla André

domingo, 3 de janeiro de 2016

Tenho me remetido ao silêncio... Tentar não tocar na ferida. Uma ferida que não sarou nem cicatrizou. Uma ferida que dói só de olhar para ela. Tento não olhá-la, tento ignorá-la. Fingir que não existe e escondê-la bem no fundo da minha alma. Mas a alma também adoece e a dor é muito poderosa. Uma dor que trespassa o corpo, ferindo-o cruelmente. Sim, tenho me remetido ao silêncio, guardado toda a dor em mim, me magoando cada vez mais. Tenho me maltratado, como se merecesse punição. Continuo inconformada, revoltada, irada. E triste, muito triste, decepcionada. E sei que este turbilhão de sentimentos e pensamentos me magoam o coração e a alma. Não sei como me curar ou sequer se existe uma cura. Existe alguma forma de sanar o coração de uma mãe que perdeu um filho? Uma mãe que foi obrigada a tomar a decisão de matar o filho acolhido no seu ventre... Ainda busco essa cura, com lágrimas nos olhos e peso no coração. Três anos estão passando desde o dia em que se descobriu e confirmou a doença. Desde o dia que assinei os papéis e engoli os comprimidos. Desde o dia que dei à luz o meu anjinho. Três anos estão passando desde que começou a semana mais dolorosa da minha vida. E desde então, passaram-se dias, semanas, meses, anos vivendo com esta dor lacerante dentro e fora de mim. Existe uma cura? Tenho me remetido ao silêncio, porque olhar ou tocar a ferida é fazê-la doer ainda mais. Não olhar nem tocar é fingir que não dói. É tentar esquecer a tristeza e oferecer um sorriso todos os dias. É guardar as lágrimas para o silêncio da noite. É esconder a dor de mim mesma, apesar de senti-la doer bem dentro, bem fundo, no meu coração.
Carla André