segunda-feira, 4 de junho de 2018

Terias 5 aninhos...

Terias 5 aninhos... Apesar de ser algo que não se concretizou, nunca esqueci a data prevista do teu nascimento. Seriam 5 anos de um amor incondicional e infinito, meu menino, meu anjinho. Em mim, de alma e coração, esse amor existe, vive, sobrevive infinito e imortal. Sei que só eu te recordo e sinto saudade. E entendo que não poderia ser de outra forma, afinal só eu te conheci e amei. Sinto falta destes 5 anos que não vivemos juntos... vou-te amar Para Sempre Meu Anjinho 💙 

sábado, 13 de janeiro de 2018

Foi há 5 anos...


Foi há 5 anos que partiste. Um imenso vazio ficou. A dor me acompanha desde então. Hoje sinto que a ferida ainda não sarou. Talvez por fora, mas não por dentro. Continua a doer sempre que me lembro de ti. Sorrio porque me visitaste e me fizeste muito feliz. Choro porque a tua ausência é dolorosa para mim. Esta noite sonhei contigo, ou penso que serias tu... eras um menino lindo, sorridente e só querias o colinho da mãe. E a mãe era eu... Teria sido assim, terias sido assim. Mais uma vez o modo condicional a condicionar a minha vida. Nos últimos tempos tenho pensado muito em ti, na gravidez que vivi, nos sonhos que sonhei para ti e para mim, na felicidade de te amar, na dor de te perder. Sempre sorrio ao lembrar-me de ti, sempre os olhos se inundam de lágrimas ao pensar em ti. Gostaria que estivesses aqui. Terias 4 anos e 7 meses. Perdi muito de mim ao longo destes anos. Respirar, por vezes, é doloroso. E viver é doer. Ainda assim, consigo rir e fingir que sou feliz. E a "mentira" se torna verdade se simulada muitas vezes. Mas sempre que olho para mim, sinto que me desintegro um pouco mais a cada dia. Tento reverter o processo e olhar mais além, onde o futuro existe. Mas esse futuro depende do presente que construo todos os dias. E esse presente é como um frágil castelo de cartas que no final do dia deitei abaixo, mais uma vez. Fragmentos de mim mesma espalhados pelo chão da minha existência. Não me sentia feliz antes da tua chegada até mim. A tua vida tornou a minha mais valiosa. Depois perdi-te e voltei a perder-me. Encontrei-me por vezes. Perdi-me mais vezes ainda. Quando chegaste, penso que senti-te como a luz de um farol longínquo... a luz que me guiava rumo à felicidade. E ao caminhar na sua direcção sentia-me plena, leve e feliz - aliviada! Hoje, e desde sempre, os meus passos seguem a luz da tua irmã... e é só por ela que vivo. A função de mãe é amar, apoiar, dar asas e deixar voar. E é manter o ninho livre e acolhedor, aberto para a "cria" ter para onde voltar. E todas voltam. Porque a vida é dura e cruel. E todos nós precisamos de um ninho para onde voltar e poder repousar ou curar as feridas. Ou simplesmente, sentirmo-nos bem-vindos, amados, queridos, desejados. Sentirmos o calor de um abraço ou de uma refeição quente. Sentirmos o amor de quem nos ama num olhar, num sorriso, numa palavra amiga. Queria te ter dado tudo isso e muito mais. Mas há 5 anos o nosso rumo mudou e os nossos caminhos se separaram. Tu tinhas o teu destino, eu tenho o meu. A bússola da vida se desorientou... Não sei onde fica o Norte ou se devo seguir as estrelas. Leva-me o vento, da suave brisa ao vendaval intenso. É assim que sinto a vida. E contigo pairei no ar, saboreei o vento, foste a lufada de ar fresco, a suave brisa. Foi há 5 anos que partiste, mas todos os dias te amei. E vou-te amar Para Sempre Meu Anjinho.

Carla André