Seria hoje o teu dia... Farias 2 anos. Os dias que antecedem a data prevista do teu nascimento, sempre me entristecem. Dois anos que terias... Teriam sido dois anos de amor e alegria, de colo e miminhos, de sorrisos e gargalhadas. Também de noites mal dormidas, de idas ao médico, de birras e beicinhos. Tudo isso valeria a pena... Bastava estares aqui hoje nos meus braços. Vou te amar Para Sempre Meu Anjinho heart emoticon
quinta-feira, 4 de junho de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
"Quando uma mulher engravida, a alma do bebé sabe de antemão se vai ocorrer um desmanche, um aborto, uma deformação ou um nado-morto. Independentemente do que possa acontecer, a alma do bebé ama os seus pais e fica sempre ao seu lado, para os ajudar ao longo da vida. Se já perdeu um bebé alguma vez, nunca se esqueça que essa pequena alma o escolheu a si para seu pai ou sua mãe. Na verdade, fê-lo mesmo antes de ser concebida. Essa alma ama-o e alegra-se por ter conseguido concebê-la."
Há muito tempo que te desejava. E porque te desejava, já existias. Tudo o que nos aconteceu, estaria destinado a acontecer. Sempre acreditei que virias... só não sabia que voltarias ao teu lugar. Pensei que o teu lugar era nos meus braços, mas tudo o que precisavas era do meu amor. E amei-te como ninguém. Amei-te com toda a força do meu coração. Amei-te até me doer a alma de tanto amar. Ao ler este livro, acredito cada vez mais que és o meu anjinho e quem sabe se não estiveste sempre comigo, desde sempre e para sempre. Não me esqueço do que a cartomante me disse, nunca esqueci... "Esse bebé já escolheu a mãe" e eu fiquei tão feliz! Mas uma sementinha de medo brotou dentro de mim, muito discreta e súbtil. E uma voz... Aquela voz que nunca me abandonou e muitas vezes me fez chorar e outras me deu forças para continuar...
E ao ler este livro, me questiono que voz é essa que me acompanha desde criança. Ao crescer chamei-lhe sexto sentido ou intuição. Muitas vezes me alertou para bons ou maus momentos e sempre que me desliguei dela, senti-me desamparada, perdida. Por vezes, culpei-a pelo meu sofrimento, outras julguei ter sofrido porque a ignorei. Essa voz esteve sempre comigo, em toda a minha gravidez e sei que ao falar disto com a maioria das pessoas, elas julgarão que sou louca...
Eu sei quando te concebi. Foi na noite de 9 para 10 de Setembro de 2012. Eu senti que te gerava no meu ventre naquela noite, e a voz disse-me "estás grávida". Eu ignorei-a e chamei-a parva, mas "sentia" que germinavas dentro de mim. Sonhei com a tua concepção, tal como sonhei quando engravidei da tua irmã. Quando acordei, sentia-me grávida. Olhei-me ao espelho e vi aquele brilho que só uma mulher grávida irradia. É verdade, existe uma luz que emitimos, uma energia quase celeste, quando geramos vida dentro de nós. E a voz, de novo, "estás grávida". E eu senti-me feliz. Reluzente, transcendente. Confesso que foi assim que me senti. Mas quando, nessa mesma manhã senti aquela dor forte e aguda no baixo-ventre do lado esquerdo, algo me disse que alguma coisa não estava bem. A dor durou dois dias e eu percebi que esta gravidez não ia avançar. Tentei ignorar o que sentia e fingir que não "sabia" que estava grávida... seria mais fácil para mim. A Mãe-Natureza que resolvesse o problema, sem eu nunca vir a saber que estava grávida, assim não sofreria. Foi mesmo assim que eu pensei. E disse para mim " se estiver grávida e se houver algum problema com o meu bebé, que a natureza trate disso e me venha o período, sem eu nunca saber que estive grávida, por favor". E tive medo... e fiquei triste. E a dor voltou. E eu esperei que a menstruação viesse. E só desejava que se tivesse que abortar que fosse agora, que fosse já, para eu não sofrer tanto. E a voz a dizer-me que estava grávida e para me preparar. As lágrimas rolam-me pelo rosto, enquanto escrevo estas palavras, foi tudo tão real, tão verdadeiro... E revivo todos esse momentos, que foram uma mistura de alegria, amor e angústia. O período não veio e eu decidi fazer o teste. Dia 30 de Setembro, positivo. As lágrimas a brotarem-me dos olhos e eu a sentir que a gravidez ia correr mal, que todas aquelas dores eram já um sinal. E a voz a avisar-me sempre para me preparar. Soube logo que se aproximava uma dura batalha e percebendo que ia perder o bebé não me quis afeiçoar. As dores foram acalmando com o tempo e alguma medicação. A barriga foi crescendo e eu comecei a amar aquele meu bebé. Foi sem querer... Eu confesso, eu tentei não me afeiçoar, porque sentia que não vinhas para ficar, mas era impossível não te amar. E o tempo foi passando e tu crescendo e eu a amar-te cada vez mais. E tu merecias ser amado, merecias todo o meu amor. Mas a voz esteve sempre presente, e era no banho e banhada em lágrimas que eu acariciava a minha barriga e pedia "por favor, que o meu bebé seja perfeitamente normal e saudável... por favor." E chorava escondida do mundo, o desespero a dar conta de mim e eu a pensar que não merecia tal coisa, que não merecia saber o que era abortar, o que era perder um filho. E tu foste ficando e dando-me cada vez mais esperança de que talvez estivesse tudo bem e que aquela voz estava errada... só existia para me torturar. E resolvi ignorá-la e amar-te como merecias. No dia 21 de Novembro quando fui te ver pela segunda vez, a médica disse-me que estavas bem e que só teríamos de voltar no dia 5 de Janeiro de 2013. Fiquei tão feliz! E a tua irmã estava tão feliz por me ver assim... Rumámos até ao shopping para te presentear com umas roupinhas. Poucas, porque não tínhamos certeza qual o teu sexo, mas eu sentia que eras um menino (tal como senti que a tua irmã era uma menina). E bem no meu fundo, eu tinha medo e só queria comprar mais roupa quando tivesse mesmo a certeza de que estava tudo bem contigo. As dores eram constantes, mas mais fracas, mais calmas. Em casa, ao olhar para a ecografia (e já na primeira senti o mesmo) algo me disse que havia qualquer coisa errada. Eu olhava para a tua imagem e a voz alertava-me para as tuas pernas, para os teus braços... comentei com a tua irmã, que me respondeu que isso era paranóia e que a médica tinha dito que estava tudo bem e, por isso, para não me preocupar. Mas eu, cada vez que olhava para a ecografia, "ouvia" a voz a falar-me nas pernas do meu bebé. Continuei a chorar escondida no banho e a pedir que estivesse tudo bem com o meu bebé lindo. Durante a noite, o medo apossava-se de mim, era como se existisse algo maléfico à minha volta, uma energia negativa que me despertava e me obrigava a adormecer de luz acesa, abraçando e protegendo a minha barriga. O ano de 2012 terminou e, à medida que o tempo se ia aproximando do dia da consulta, adoeci. Adoeci e a voz sempre a dizer para eu me preparar para o pior... o medo voltou e com muita força. Naquela manhã, eu tremia. Tentei me distrair e contrariar a maldita voz. Queria ignorá-la e provar-lhe de que estava errada. Não estava e naquela manhã, quando vi a preocupação no rosto da minha médica, que fora sempre tão fria, arrefeci por dentro, gelei por fora. Havia um problema nas pernas do meu bebé lindo. Chorei todos dias desde então. O desespero e a angústia tomaram conta de mim. Nunca mais me deixaram só. A voz tentava me consolar, dar-me força, mas eu já não a queria ouvir mais. Dois dias depois da consulta, comecei a sangrar. Fui para o hospital. E a voz disse-me "é aqui que o vossos caminhos se separam". Nunca mais me esqueci dessa frase. E assim foi. Entrei na madrugada do dia 8 de Janeiro de 2013 na clínica e só saí no dia 11, ainda grávida, mas com a interrupção da gravidez marcada para o dia 13 de Janeiro de 2013. Chorei todos os dias. E a voz manteve-se em silêncio, deixando-me entregue à minha dor. E tentei ignorar o meu bebé. Ele ia embora, eu tinha de me desapegar, desafeiçoar dele. Parece cruel e egoísta, mas só uma mãe que passou pelo mesmo que eu, compreenderá o que digo. No entanto, a voz falou e disse-me para eu continuar a dar-lhe amor, porque ele ainda vivia dentro de mim e merecia que o amasse e acarinhasse como dantes. De início, recusei-me. Tal como me recusei a dar-lhe um nome, quando uma enfermeira me aconselhou a fazê-lo. Mas depois, olhando para a minha barriga e sentindo-te mexer, os movimentos sempre tão suaves e discretos do lado esquerdo do meu baixo-ventre, percebi que continuava a amar-te e que ia demorar muito tempo até me "desapegar". Como se tal fosse possível. Pensava eu que assim sofria menos. E porque havia eu de sofrer menos, se estava prestes a perder um grande amor na minha vida? Ia sofrer sim, e muito, mas nunca iria deixar de te amar. Uma vez mais, me escondi no banho a chorar, a amaldiçoar o mundo, a vida, o destino, não conseguia aceitar... Porquê? Porque o meu bebé tinha aquela maldita doença? Porque tinha eu de abortar? Porque a Mãe-Natureza não cumpriu a sua função e não provocou o aborto, se o meu bebé estava assim tão doente? Porque tinha de ser eu a tomar uma decisão daquelas e interromper a tua vida dentro de mim? Morri. Morri por dentro. E foi uma morte agoniante. Eu não merecia, tu não merecias. Foi por amor que te devolvi. Dei-te um nome, André de Sousa. O meu nome de família e o do teu pai. Sempre meu, sempre nosso. Despedi-me de ti, prometi amar-te para sempre. Pedi-te que o parto corresse bem e que nascesses até às 20 horas. Não queria ficar muito tempo no hospital, queria voltar para casa e sofrer em paz. Abandonaste o teu corpo frágil e doente durante a noite, no meu ventre eu senti. Senti e chorei de dor e mágoa. E o teu corpo abandonou o meu às 19 horas do dia 13 de Janeiro de 2013. Perdi um filho, ganhei um anjinho.
Há muito tempo que te desejava. E porque te desejava, já existias. Tudo o que nos aconteceu, estaria destinado a acontecer. Sempre acreditei que virias... só não sabia que voltarias ao teu lugar. Pensei que o teu lugar era nos meus braços, mas tudo o que precisavas era do meu amor. E amei-te como ninguém. Amei-te com toda a força do meu coração. Amei-te até me doer a alma de tanto amar. Ao ler este livro, acredito cada vez mais que és o meu anjinho e quem sabe se não estiveste sempre comigo, desde sempre e para sempre. Não me esqueço do que a cartomante me disse, nunca esqueci... "Esse bebé já escolheu a mãe" e eu fiquei tão feliz! Mas uma sementinha de medo brotou dentro de mim, muito discreta e súbtil. E uma voz... Aquela voz que nunca me abandonou e muitas vezes me fez chorar e outras me deu forças para continuar...
E ao ler este livro, me questiono que voz é essa que me acompanha desde criança. Ao crescer chamei-lhe sexto sentido ou intuição. Muitas vezes me alertou para bons ou maus momentos e sempre que me desliguei dela, senti-me desamparada, perdida. Por vezes, culpei-a pelo meu sofrimento, outras julguei ter sofrido porque a ignorei. Essa voz esteve sempre comigo, em toda a minha gravidez e sei que ao falar disto com a maioria das pessoas, elas julgarão que sou louca...
Eu sei quando te concebi. Foi na noite de 9 para 10 de Setembro de 2012. Eu senti que te gerava no meu ventre naquela noite, e a voz disse-me "estás grávida". Eu ignorei-a e chamei-a parva, mas "sentia" que germinavas dentro de mim. Sonhei com a tua concepção, tal como sonhei quando engravidei da tua irmã. Quando acordei, sentia-me grávida. Olhei-me ao espelho e vi aquele brilho que só uma mulher grávida irradia. É verdade, existe uma luz que emitimos, uma energia quase celeste, quando geramos vida dentro de nós. E a voz, de novo, "estás grávida". E eu senti-me feliz. Reluzente, transcendente. Confesso que foi assim que me senti. Mas quando, nessa mesma manhã senti aquela dor forte e aguda no baixo-ventre do lado esquerdo, algo me disse que alguma coisa não estava bem. A dor durou dois dias e eu percebi que esta gravidez não ia avançar. Tentei ignorar o que sentia e fingir que não "sabia" que estava grávida... seria mais fácil para mim. A Mãe-Natureza que resolvesse o problema, sem eu nunca vir a saber que estava grávida, assim não sofreria. Foi mesmo assim que eu pensei. E disse para mim " se estiver grávida e se houver algum problema com o meu bebé, que a natureza trate disso e me venha o período, sem eu nunca saber que estive grávida, por favor". E tive medo... e fiquei triste. E a dor voltou. E eu esperei que a menstruação viesse. E só desejava que se tivesse que abortar que fosse agora, que fosse já, para eu não sofrer tanto. E a voz a dizer-me que estava grávida e para me preparar. As lágrimas rolam-me pelo rosto, enquanto escrevo estas palavras, foi tudo tão real, tão verdadeiro... E revivo todos esse momentos, que foram uma mistura de alegria, amor e angústia. O período não veio e eu decidi fazer o teste. Dia 30 de Setembro, positivo. As lágrimas a brotarem-me dos olhos e eu a sentir que a gravidez ia correr mal, que todas aquelas dores eram já um sinal. E a voz a avisar-me sempre para me preparar. Soube logo que se aproximava uma dura batalha e percebendo que ia perder o bebé não me quis afeiçoar. As dores foram acalmando com o tempo e alguma medicação. A barriga foi crescendo e eu comecei a amar aquele meu bebé. Foi sem querer... Eu confesso, eu tentei não me afeiçoar, porque sentia que não vinhas para ficar, mas era impossível não te amar. E o tempo foi passando e tu crescendo e eu a amar-te cada vez mais. E tu merecias ser amado, merecias todo o meu amor. Mas a voz esteve sempre presente, e era no banho e banhada em lágrimas que eu acariciava a minha barriga e pedia "por favor, que o meu bebé seja perfeitamente normal e saudável... por favor." E chorava escondida do mundo, o desespero a dar conta de mim e eu a pensar que não merecia tal coisa, que não merecia saber o que era abortar, o que era perder um filho. E tu foste ficando e dando-me cada vez mais esperança de que talvez estivesse tudo bem e que aquela voz estava errada... só existia para me torturar. E resolvi ignorá-la e amar-te como merecias. No dia 21 de Novembro quando fui te ver pela segunda vez, a médica disse-me que estavas bem e que só teríamos de voltar no dia 5 de Janeiro de 2013. Fiquei tão feliz! E a tua irmã estava tão feliz por me ver assim... Rumámos até ao shopping para te presentear com umas roupinhas. Poucas, porque não tínhamos certeza qual o teu sexo, mas eu sentia que eras um menino (tal como senti que a tua irmã era uma menina). E bem no meu fundo, eu tinha medo e só queria comprar mais roupa quando tivesse mesmo a certeza de que estava tudo bem contigo. As dores eram constantes, mas mais fracas, mais calmas. Em casa, ao olhar para a ecografia (e já na primeira senti o mesmo) algo me disse que havia qualquer coisa errada. Eu olhava para a tua imagem e a voz alertava-me para as tuas pernas, para os teus braços... comentei com a tua irmã, que me respondeu que isso era paranóia e que a médica tinha dito que estava tudo bem e, por isso, para não me preocupar. Mas eu, cada vez que olhava para a ecografia, "ouvia" a voz a falar-me nas pernas do meu bebé. Continuei a chorar escondida no banho e a pedir que estivesse tudo bem com o meu bebé lindo. Durante a noite, o medo apossava-se de mim, era como se existisse algo maléfico à minha volta, uma energia negativa que me despertava e me obrigava a adormecer de luz acesa, abraçando e protegendo a minha barriga. O ano de 2012 terminou e, à medida que o tempo se ia aproximando do dia da consulta, adoeci. Adoeci e a voz sempre a dizer para eu me preparar para o pior... o medo voltou e com muita força. Naquela manhã, eu tremia. Tentei me distrair e contrariar a maldita voz. Queria ignorá-la e provar-lhe de que estava errada. Não estava e naquela manhã, quando vi a preocupação no rosto da minha médica, que fora sempre tão fria, arrefeci por dentro, gelei por fora. Havia um problema nas pernas do meu bebé lindo. Chorei todos dias desde então. O desespero e a angústia tomaram conta de mim. Nunca mais me deixaram só. A voz tentava me consolar, dar-me força, mas eu já não a queria ouvir mais. Dois dias depois da consulta, comecei a sangrar. Fui para o hospital. E a voz disse-me "é aqui que o vossos caminhos se separam". Nunca mais me esqueci dessa frase. E assim foi. Entrei na madrugada do dia 8 de Janeiro de 2013 na clínica e só saí no dia 11, ainda grávida, mas com a interrupção da gravidez marcada para o dia 13 de Janeiro de 2013. Chorei todos os dias. E a voz manteve-se em silêncio, deixando-me entregue à minha dor. E tentei ignorar o meu bebé. Ele ia embora, eu tinha de me desapegar, desafeiçoar dele. Parece cruel e egoísta, mas só uma mãe que passou pelo mesmo que eu, compreenderá o que digo. No entanto, a voz falou e disse-me para eu continuar a dar-lhe amor, porque ele ainda vivia dentro de mim e merecia que o amasse e acarinhasse como dantes. De início, recusei-me. Tal como me recusei a dar-lhe um nome, quando uma enfermeira me aconselhou a fazê-lo. Mas depois, olhando para a minha barriga e sentindo-te mexer, os movimentos sempre tão suaves e discretos do lado esquerdo do meu baixo-ventre, percebi que continuava a amar-te e que ia demorar muito tempo até me "desapegar". Como se tal fosse possível. Pensava eu que assim sofria menos. E porque havia eu de sofrer menos, se estava prestes a perder um grande amor na minha vida? Ia sofrer sim, e muito, mas nunca iria deixar de te amar. Uma vez mais, me escondi no banho a chorar, a amaldiçoar o mundo, a vida, o destino, não conseguia aceitar... Porquê? Porque o meu bebé tinha aquela maldita doença? Porque tinha eu de abortar? Porque a Mãe-Natureza não cumpriu a sua função e não provocou o aborto, se o meu bebé estava assim tão doente? Porque tinha de ser eu a tomar uma decisão daquelas e interromper a tua vida dentro de mim? Morri. Morri por dentro. E foi uma morte agoniante. Eu não merecia, tu não merecias. Foi por amor que te devolvi. Dei-te um nome, André de Sousa. O meu nome de família e o do teu pai. Sempre meu, sempre nosso. Despedi-me de ti, prometi amar-te para sempre. Pedi-te que o parto corresse bem e que nascesses até às 20 horas. Não queria ficar muito tempo no hospital, queria voltar para casa e sofrer em paz. Abandonaste o teu corpo frágil e doente durante a noite, no meu ventre eu senti. Senti e chorei de dor e mágoa. E o teu corpo abandonou o meu às 19 horas do dia 13 de Janeiro de 2013. Perdi um filho, ganhei um anjinho.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Angels in my Hair
"Quando uma mulher engravida, a alma do bebé sabe de antemão se vai ocorrer um desmanche, um aborto, uma deformação ou um nado-morto. Independentemente do que possa acontecer, a alma do bebé ama os seus pais e fica sempre ao seu lado, para os ajudar ao longo da vida. Se já perdeu um bebé alguma vez, nunca se esqueça que essa pequena alma o escolheu a si para seu pai ou sua mãe. Na verdade, fê-lo mesmo antes de ser concebida. Essa alma ama-o e alegra-se por ter conseguido concebê-la.
Acontecem inúmeros abortos no mundo mas é preciso ver que, se uma mãe decide abortar, aquela pequena alma já sabe que a sua mãe o irá fazer e, mesmo assim, escolheu-a como mãe, mesmo sabendo que será apenas concebida e nunca nascerá. Escolheu-a como mãe e amá-la-á em todas as situações. Isso é amor incondicional. Lembre-se: a alma desse bebé ama-a e nunca, nem por um momento, a acusa por não a deixar nascer. Já sabia o que vai acontecer e continua a jorrar amor sobre si."
In Angels in My Hair de Lorna Byrne
Quando li estas palavras, a minha memória viajou até Agosto de 2012, quando a cartomante me disse que eu ia engravidar em breve... Nunca me hei-de esquecer das suas palavras: " Você vai engravidar. Esse bebé já escolheu a mãe... Deixe-o vir, ele escolheu-a para ser a mãe dele." Só não entendi porque ela não me disse que o meu bebé não vinha para ficar. Falou-me por enigmas, misturados com palavras que não consegui perceber. Fiquei feliz com a notícia, apesar de algum receio súbtil. Hoje, pensando nas palavras da cartomante, julgo que ela não me o disse para que eu, de alguma forma, não evitasse a gravidez. Ele tinha de vir e eu seria a sua mãe. E assim foi... Amei, chorei, sofri. Amo, choro, sofro. Mas não me arrependo de ter engravidado, de o ter concebido. Ele era meu filho mesmo antes de o conceber e será sempre o meu bebé lindo, o meu menino... Para Sempre Meu Anjinho
heart emoticon
In Angels in My Hair de Lorna Byrne
Quando li estas palavras, a minha memória viajou até Agosto de 2012, quando a cartomante me disse que eu ia engravidar em breve... Nunca me hei-de esquecer das suas palavras: " Você vai engravidar. Esse bebé já escolheu a mãe... Deixe-o vir, ele escolheu-a para ser a mãe dele." Só não entendi porque ela não me disse que o meu bebé não vinha para ficar. Falou-me por enigmas, misturados com palavras que não consegui perceber. Fiquei feliz com a notícia, apesar de algum receio súbtil. Hoje, pensando nas palavras da cartomante, julgo que ela não me o disse para que eu, de alguma forma, não evitasse a gravidez. Ele tinha de vir e eu seria a sua mãe. E assim foi... Amei, chorei, sofri. Amo, choro, sofro. Mas não me arrependo de ter engravidado, de o ter concebido. Ele era meu filho mesmo antes de o conceber e será sempre o meu bebé lindo, o meu menino... Para Sempre Meu Anjinho
heart emoticon
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Para Sempre Meu Anjinho
Há dois anos que partiste... Há dois anos que vivo de coração partido. A tua alma abandonou o teu corpo, na noite antes... O meu corpo libertou o teu, no dia de hoje. Estiveste sempre a meu lado, naquele caminho que era só nosso. A separação dos nossos corpos, a união das nossas almas. Seria um momento bonito, se não fosse tão triste... Uma vida breve, um amor infinito. Amar-te-ei para sempre meu bebé lindo... Para Sempre Meu Anjinhoheart emoticon
Carla André
Carla André
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